


Primeiro de novembro é lembrado, no mundo cristão, como o Dia de Todos os Santos. Esta celebração está associada a mistérios, com diferentes versões. Há o Halloween anglo-saxônico, celebrado em 31 de outubro, que perdeu o sentido religioso inicial. Há também coloridas festividades para cultuar os mortos nos dias 1 e 2 de novembro no México. A escolha da data coincide com ritos pagãos dos celtas.
No Brasil, nos últimos anos, vem ganhando terreno a comemoração do Dia do Saci, em 31 de outubro, para valorizar a cultura de raízes do Brasil. No Estado de São Paulo e em Vitória, no Espírito Santo, o dia do Saci foi inclusive oficializado.
O presidente da Sociedade dos Observadores de Saci (Sosaci), Mário Cândido, explica porque as histórias do negrinho de uma perna só, com um gorro vermelho e cachimbo, estão cada vez mais despertando interesse.
No Brasil, nos últimos anos, vem ganhando terreno a comemoração do Dia do Saci, em 31 de outubro, para valorizar a cultura de raízes do Brasil. No Estado de São Paulo e em VitórApesar da intervenção espanhola, a versão mexicana da celebração aos mortos manteve muitos traços indígenas, passando a ser respeitada nos outros países católicos da região.
ia, no Espírito Santo, o dia do Saci foi inclusive oficializado.
O presidente da Sociedade dos Observadores de Saci (Sosaci), Mário Cândido, explica porque as histórias do negrinho de uma perna só, com um gorro vermelho e cachimbo, estão cada vez mais despertando interesse.
A Sosaci conta com sócios em diversos Estados brasileiros e até do exterior. A fundação da sociedade ocorreu em 2003 na cidade histórica de São Luís do Paraitinga, no Estado de São Paulo, próximo a Taubaté, terra do escritor Monteiro Lobato, que, com o Sítio do Pica-Pau Amarelo imortalizou personagens da nossa mitologia.
Calendário celta
No antigo calendário celta, o 31 de outubro era o último dia do ano, quando o verão chegava ao fim. O gado era levado dos campos aos estábulos para passar o inverno.
Os celtas acreditavam que nesse dia, os espíritos dos mortos podiam abandonar os cemitérios e se apoderar dos corpos dos vivos e ressuscitarem.
Para afugentar aos mortos, os celtas sujavam as casas e colocavam ossos e outros objetos para repelir visitantes.
Com a expansão do Império Romano, a influência da Igreja Católica também chegou ao território dos celtas. Roma decidiu converter a festividade local, pagã, em festa católica. Com a expansão do catolicismo, faltava dia no calendário para venerar cada santo. Assim, foi instituído o primeiro de novembro como o Dia de Todos os Santos, para comemorar a todas as figuras sagradas de menor importância.
América Latina
Os povos nativos da América Latina cultuam os mortos no continente há pelo menos três mil anos. Os astecas e maias, entre outras civilizações, celebravam a vida dos ancestrais e conservavam crânios como símbolo da morte e do renascimento.
Na tradição asteca, as festividades, atualmente conhecidas como Dia dos Mortos, eram celebradas durante um mês, começando no princípio de agosto.
Os espanhóis mudaram a data festiva para o princípio de novembro para coincidir com as comemorações católicas do Dia de Todos os Santos e de Finados.
Enquanto em outras sociedades as pessoas se limitam a arrumar as tumbas de seus entes queridos e participar de uma missa, os mexicanos não medem esforços para fazer da data uma ocasião para uma imensa celebração. Constroem altares, muitos deles verdadeiras manifestações artísticas, e preparam grandes quantidades de comidas e doces típicos, acompanhados de bebidas fortes. Os mexicanos veneram, satirizam e comem a morte nesse dia.
